Antropia

Sinopse
Estamos em Toledo e em Edimburgo, em finais do século XIX. Dois investigadores, um matemático e um filósofo, desconhecidos um do outro, chegam a uma mesma conclusão por saberes e estudos diferentes. Investigam e sintetizam aquele momento em que, por sermos portadores de um elemento decisivo para a vivência de outro, lhe mudamos o curso normal da sua vida, revelando-o: uma arma que se usa, uma notícia que se dá e a vida do outro entra em refracção. Uma teoria filosófica e uma equação matemática que explicam este mesmo intervalo foram apresentadas em em Paris, no verão de 1900. Antropia é uma construção narrativa sonora e visual que conta a história destes acontecimentos. Baseia-se na tradução livre de partes do único livro que existe sobre o tema: "A Short Sense of Omniscience", escrito na década de cinquenta do século passado, por Laura Adler.



Antropia
é uma palavra de origem grega que não existe por si só. Antes aparece como um elemento pospositivo formador de substantivos abstractos. Antrópico, adjectivo, existe sozinho. Apareceu escrito na língua portuguesa em mil oitocentos e setenta e um. Diz-se antrópico tudo o que é "relativo ao ou pertencente ao homem ou ao seu período de existência na Terra; relativo à acção do homem; relativo às modificações produzidas pelo homem no meio ambiente."* Antropia será, pois, toda e qualquer acção do Homem na sua passagem pela Terra. Entre semelhantes e entre estes e planeta. Será a relação de todas estas acções com a visão do Universo em que Homem e planeta se inserem.
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